Rémi Brague

Rémi Brague estudou na École normale supérieure de Paris de 1967 a 1971. Em 1976 recebeu o título de doutor em filosofia pela Universidade Paris-Sorbonne, com uma tese sobre Aristóteles orientada pelo filósofo Pierre Aubenque.[3]

Foi professor na Universidade Paris I Panthéon-Sorbonne, onde dirigiu o centro de pesquisas “Tradição do pensamento clássico”, e na Universidade de Munique Ludwig-Maximilians, onde ocupou a cátedra Romano Guardini. Foi também professor visitante nas Universidades de Boston, Pennsylvania e Lausanne.[4]

Seus trabalhos concentram-se sobretudo na área de filosofia medieval com uma análise comparativa entre as tradições islâmica, judaica e cristã, e na história das ideias filosóficas.

Em setembro de 2002 participou como conferencista do 2º Colóquio Internacional Latinidade e Herança Islâmica[5], promovido pela Academia da Latinidade no Rio de Janeiro[6]. Sua conferência intitulou-se Quelques difficultés pour comprendre l’islam[7].

Suas obras mais importantes compõem uma grande trilogia da qual fazem parte os livros La sagesse du monde (1999), La loi de Dieu (2005) e Le règne de l’homme (2015). Essa trilogia é uma longa reflexão sobre a cultura, compreendida como elemento constitutivo do ser humano. Mas em que ela se baseia? Os dois primeiros volumes traçam a história das duas principais respostas dadas a essa pergunta: a natureza (cosmologia) e Deus (teologia). O terceiro volume questiona o “projeto moderno”, segundo o qual o homem pode basear sua humanidade em si mesmo, sem referências à natureza ou a Deus.